A distorção do tempo nas universidades

No período em que a Universidade era um “santuário” de pesquisa, os estudantes de Física entendiam a distorção no espaço-tempo, um fenômeno que altera o fluxo do tempo, acelerando-o ou fazendo com que ele corra mais devagar.

Na verdade, vivemos em uma espécie de distorção do espaço-tempo aqui mesmo, no Brasil. E, por aqui, no nosso “mundinho tropical” o tempo está se arrastando.

Parece impossível ou o tema de alguma ficção científica no atual ambiente universitário, onde reina discussões sem conceitos que permitam o domínio da ciência para se aplicar em tecnologias que beneficiem a sociedade.

O enigma

Para entendermos a distorção espaço-tempo e que isso significa, precisamos da ajuda de Einstein.

Em 1905, Albert Einstein publicou pela primeira vez sua teoria da relatividade especial, seguida uma década depois por sua continuação, a teoria da relatividade geral. A teoria colocou a Filosofia contra a parede, pois passou apenas e ser vista como um simples discurso. Deixou de ser Ciência, que exige Observação, Experimentação e Matematização, para ser avaliada uma Manifestação Ideológica.

Entendendo Física

A Teoria da Relatividade postula que a gravidade é uma propriedade da curvatura do espaço e do tempo – o tecido de nosso universo. Como resultado, qualquer coisa que tenha massa pode distorcer o tempo.

Naturalmente, quanto mais massa tiver essa coisa, mais ela distorce o tempo.

Os buracos negros, por exemplo, com massas bilhões de vezes maiores do que o Sol, têm um grande potencial de distorção de tempo. Se você se aproximasse de um buraco negro, a gravidade do objeto dilataria o tempo, fazendo as coisas acontecerem muito mais lentamente do que quando comparado a um observador aqui na Terra, por exemplo.

No entanto, um buraco negro não seria uma boa máquina do tempo. Não se você quisesse fazer uma viagem de volta: depois de passar por um certo ponto do buraco chamado de “horizonte de eventos”, nada – nem mesmo a luz – pode retornar.

Aqui na Terra

O sol e a Terra também podem dilatar o tempo em escalas notáveis. Em 2007, um satélite da NASA conhecido como Gravity Probe B confirmou experimentalmente a teoria da relatividade geral com 99% de precisão observando como a Terra distorce o espaço ao seu redor.

Outro exemplo prático: se você vivesse no alto de uma montanha, envelheceria mais rápido do que seus amigos que estivessem vivendo à beira-mar, onde a força da gravidade é mais forte, o que significa que o tempo corre mais devagar. Não se preocupe, entretanto: seu envelhecimento acelerado ocorreria a uma taxa absolutamente imperceptível.

Portanto, é preciso ser realista. Enquanto as Universidades estiverem aparelhadas ideologicamente, ela estará numa montanha de grande altitude. Está envelhecendo e não tem consciência disso.

O que esperar de professores universitários que não sabem diferenciar contingenciamento de corte? Estamos num buraco negro sugados pela incompetência.


Rosalvo Reis

Rosalvo Reis

Editor do Portal Roteiro de Notícias

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