Hoje é dia de florestania bebê!

A gente fala de emprego, carreira, empresa, tecnologia e um monte de coisas e – geralmente – acaba se esquecendo de falar da nossa casa que é o planeta Terra. Ai vem um cutucão daqui, outro dali e vamos nos dando conta de que sem a florestania não haverá raiz suficiente pra sustentar o resto! E foi um desses puxões de orelhas que me trouxe até aqui hoje.

Garimpando o bem

Ávida por notícias, além de ser alimentada pelas assessorias de imprensa, estou sempre garimpando informações que considero importantes e úteis à sociedade. E na aldeia virtual não há limítrofe. Nessa busca, me deparei com a visita da atriz e ambientalista Christiane Torloni a Manaus, que em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), veio fazer algumas apresentações do seu documentário, em parceria com o cineasta Miguel Przewodowski, “Amazônia, o Despertar da Florestania”, com estreia nacional marcada para o dia 9 de maio.

Ôpa! Senti ali um agradável aroma de mata molhada e que precisava se espalhar pelo ar, se misturar nos pulmões e oxigenar o bom senso, afinal o que estamos fazendo para conservar a Floresta Amazônica? Claro que não vou dar spoiler, mas isso não impede que a gente reflita sobre o nosso papel em relação ao meio ambiente, que é a mensagem do longa!

A atriz não é apenas um rosto bonito no meio das celebridades e nem se destaca pela competência na sua área, mas, sobretudo, porque tem postura política e vem cedendo ao longo do tempo sua imagem, influência e inteligência em causas que nos façam refletir sobre um Brasil melhor!

A semente

A Chris me disse, em entrevista exclusiva quando nos encontramos numa apresentação da FAS, que o início desse caso de amor com o meio ambiente desabrochou nas filmagens da minissérie “Amazônia, de Galvez a Chico Mendes”. Na trama, ela interpretava a espanhola Maria Alonso e, na vida real, se sentiu tocada pela exuberância e força da floresta. Começava ali uma história de amor que tem seu ponto alto e culmina na produção do filme.

Germinando

E é preciso que a gente se torne ambientalista, saia abraçando árvores ou mude para o meio da floresta pra cuidar da natureza? Não, necessariamente! Se nos sentimos invisíveis ou se não temos todo o cartaz que a Chris tem, a gente pode praticar a florestania, que é um misto de ecologia e cidadania. Ações diárias de respeito ao meio ambiente já ajudam muito, como economizar água e energia elétrica, por exemplo.

Somos parte dessa natureza, mas só compramos, consumimos, jogamos fora. Nesse capitalismo selvagem, alimentamos grupos econômicos com os nossos insumos florestais, recursos hídricos, minerais e etc. e etc. e esquecemos que somos tão frágeis quanto às árvores facilmente derrubadas e necessitamos até do oxigênio pra viver. E da onde vem o oxigênio?

Você já parou pra pensar que nessa aldeia global, o desequilíbrio ecológico na Amazônia, tem impactos em um monte de lugar? E que tudo funciona como um sistema, como um corpo humano? O que vamos plantar e deixar germinar: destruição da natureza ou vamos agir para deixar um legado ambiental pras próximas gerações? E não tem essa não de deixar pra amanhã. É hoje bebê!


Cristina Monte

Cristina Monte

Jornalista, especialista em Comunicação Empresarial (Cásper Líbero), Responsabilidade Social (FUCAPI) e em Divulgação Científica em Saúde na Amazônia (FIOCRUZ-AM). Além disso, Cristina é graduada em História pela UFAM

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