A síndrome de Burnout e a importância de dizer não!

No mesmo instante o celular toca, seu chefe manda te chamar imediatamente, você está em frente de um cliente que aguarda uma solução sua, ao lado, um colega de trabalho também espera você enviar um relatório com urgência e agora, o que fazer primeiro?

O estresse crônico pode levar muitos profissionais a desenvolver a síndrome de Burnout, incluída há poucos meses na lista de doenças oficial da Organização das Nações Unidas (ONU), o que serve de alerta para a importância da saúde mental do trabalhador!

Por causa da crise econômica e mudanças na legislação trabalhista, boa parte dos profissionais tem jornadas duplas ou triplas, e para garantir a renda extra o trabalhador acaba aceitando tudo o que vem pela frente. Excesso de atividades, cobranças e o medo de entrar para a cruel estatística do desemprego, faz com que o profissional assuma várias responsabilidades que vão além dos seus limites.

Os sintomas do esgotamento psicoprofissional reverberam no físico e incluem crise de pânico, tonturas, desânimo constante, choro fácil, dor de cabeça, quadros de depressão e transtorno de ansiedade. O tratamento vai além do medicamentoso, levando o paciente para o acompanhamento psicológico.

Físico, mental e emocional

E para evitar chegar a esse ponto é preciso que o colaborador esteja atento ao modo como interage no ambiente de trabalho. É fundamental ter claro a função que desempenha e as atividades correlativas. Isso não quer dizer que não se possa ajudar um colega de trabalho, porém, desde que aja limite nessa atuação!

Uma boa estratégia para colocar limite na situação é relaxar e aprender a dizer “não”! Dizer não é libertador porque você consegue estabelecer um limite saudável para todo tipo de relacionamento, desde os que envolvem as relações sociais, mas, sobretudo, as profissionais.

O “não”, se bem colocado, evita que sejamos usados ou manipulados, o que pode desencadear uma relação abusiva e assédio moral. Ele se torna o marco divisor e deixa a seguinte mensagem: olha eu vou até aqui e ponto!

E se você atua como autônomo o “não” também te ajuda a focar no que realmente lhe dará o retorno esperado, pois o que ocorre é que surgem muitas propostas, mas que só consomem tempo, recursos e muito estresse.

Por mais que se queira agradar o pessoal do escritório e por mais que a gente se esforce, infelizmente, há pessoas que nunca estão satisfeitas e tentam sempre tirar uma casquinha a mais. Deve partir da gente, o momento de ter amor próprio, manter a saúde física, mental e emocional, e dizer “não”!


Cristina Monte

Cristina Monte

Jornalista, especialista em Comunicação Empresarial (Cásper Líbero), Responsabilidade Social (FUCAPI) e em Divulgação Científica em Saúde na Amazônia (FIOCRUZ-AM). Além disso, Cristina é graduada em História pela UFAM

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