Polícia Civil identifica funcionários que desviaram R$ 3 milhões de faculdade

anaus (AM) – Na manhã desta sexta-feira (13), policiais do 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP) deflagraram a operação “Algoritmo”, quando cumpriram oito mandados de busca e apreensão, em zona distintas de Manaus para obter provas contra um grupo de funcionários de uma faculdade particular localizada na zona Centro-Sul, acusado de desviar R$ 3 milhões.

De acordo com o delegado titular do 23ª DIP, Henrique Brasil, o crime acontecia desde o ano de 2017 e consistiu na manipulação do sistema financeiro virtual da empresa.

O delegado afirmou que o esquema foi descoberto após a demissão de um funcionário que atuava como desenvolvedor de sistemas e o substituto dele constatar que o programa financeiro da empresa havia sido alterado.

“O funcionário, integrante da associação criminosa, que atuava como caixa da empresa, recebia o pagamento de um valor e registava no sistema financeiro a entrada dessa quantia através de uma identificação e entregava a primeira via da nota fiscal para o aluno, porém, deixava a quantia recebida e a segunda via da nota separada, ou seja, o valor seria subtraído do futuramente.

Os outros funcionários alteravam a movimentação de entrada de receitas por uma movimentação indefinida que possibilitava a fraude”, informou.

“Durante as investigações visualizamos por imagens das câmeras de segurança, instaladas na sala onde os suspeitos trabalhavam. Uma das investigadas separava valores e notas fiscais e guardava dinheiro e documento no bolso. Além disso, em outras oportunidades tirava foto da tela do sistema e enviava para os comparsas pelo celular”, disse.

Conforme o delegado, durante a ação policial, foram apreendidos documentos dos envolvidos, além de objetos de alto valor como, computadores, drones, smartphones, contratos de compra e venda de terrenos e casas, documentos fiscais, faturas de cartão de crédito co altos valores, diversos comprovantes de depósitos realizados no mesmo dia do desvio, com valores inferiores a R$10 mil, visando burlar a fiscalização, caracterizando lavagem de dinheiro.

O delegado disse ainda, que os investigados apresentavam vida e patrimônios incompatíveis com as rendas obtidas na instituição de ensino. “Todos eram amigos e constumavam viajar juntos”, afirmou o delefado.

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