Parceria muda o entorno do Mindu

Moradores das comunidades Santa Bárbara e São Benedito, no bairro Cidade de Deus, zona Leste, participaram ativamente, na manhã deste sábado, (23), das atividades do Projeto Espaço Público Livre de Sujeiras: Transformando em Jardins Comunitários, desenvolvido em parceria pela Prefeitura de Manaus e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Esta foi a quarta intervenção realizada pelo projeto, que vem modificando a paisagem das ruas que circundam uma das mais importantes unidades de conservação municipais: o Parque Municipal Nascentes do Mindu.

O projeto nasceu da necessidade de mudança da realidade do entorno da unidade, que abriga as três nascentes do Igarapé do Mindu, o maior igarapé de Manaus, com 22 quilômetros. O parque, gerido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), convive com a ameaça constante causada pela destinação incorreta de resíduos em trechos limítrofes da sua área. Ao todo, a unidade possui 16 hectares e integra o APA Adolpho Ducke.

O projeto começou a ser desenvolvido no ano passado e já recuperou aproximadamente 300 metros quadrados de área, que foram transformados em jardins comunitários. No total, cinco lixeiras viciadas foram mapeadas em todo o perímetro da unidade. A última será a situada na Rua Andorinha, que dá acesso ao parque. O projeto já retirou mais de cinco toneladas de lixo das áreas contempladas. Só na ação deste sábado, na Rua Salva Marajó, foram retiradas aproximadamente três toneladas de resíduos.

A ação conta com a parceria das Secretarias Municipais de Limpeza Urbana (Semulsp), responsável pela coleta e destinação dos resíduos, e de Infraestrutura (Seminf), que atua na recuperação do meio-fio e da rede de drenagem das áreas beneficiadas. O secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Antonio Nelson de Oliveira Júnior, ressalta a importância da parceria dos órgãos municipais e da participação popular numa ação de extrema relevância para o meio ambiente.

“Ao retirarmos as lixeiras e melhorarmos a infraestrutura do lugar, estamos aumentando a proteção ao parque e ao Igarapé do Mindu, bem como levando melhoria na qualidade de vida para os moradores, conforme determinação do prefeito Arthur Virgílio Neto”, explica Antonio Nelson. Ele destaca que o projeto é uma das estratégias de gestão de áreas protegidas do município. O trabalho é realizado pelos alunos do curso de Turismo da UEA, sob coordenação da professora e geógrafa Selma Batista. Com a participação dos alunos e dos técnicos da Semmas, foram identificados cinco pontos de lixeiras viciadas no entorno do Parque Nascentes do Mindu. “A da Rua Salva de Marajó é a única das lixeiras viciadas que estava no curso do igarapé e na área mais baixa da topografia do parque, diferentemente da Rua Andorinha, que é uma área de fluxo”, observou Selma.

Moradora da área, a bióloga Suziane Bindá, vê com otimismo o engajamento da comunidade na ação em favor do parque. “O principal benefício de uma ação como essa é a conscientização da população, principalmente das crianças presentes”, afirmou. “O objetivo do projeto é, antes de mais nada, promover o empoderamento dos comunitários residentes nos locais, dando a eles a corresponsabilidade socioambiental de cuidar e ajudar a manter os jardins”, observa a gestora do parque, Fátima Nascimento.

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