Indígenas Warao são atendidos em ação de cidadania no PAC São José

Manaus (AM) – A Prefeitura de Manaus levou serviços de saúde e assistência social para as famílias venezuelanas da etnia Warao, durante a ação de cidadania interinstitucional organizada pela “Operação Acolhida”, realizada neste sábado, 21/09, na Unidade de Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) do UAI Shopping São José, na Alameda Cosme Ferreira, zona Leste.

O atendimento foi direcionado a venezuelanos indígenas da etnia Warao que vivem nos dois espaços de acolhimento provisório, administrados pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), e os que chegaram recentemente na rodoviária de Manaus. Atualmente, 807 indígenas estão nos abrigos do executivo municipal.

“Hoje, eles estão regularizando a questão documental, além da inserção no Cadastro Único que a Semasc desenvolve para ações de programas sociais, por exemplo a transferência de renda da Bolsa Família. Estamos fazendo a acolhida e orientação, além dos encaminhamentos necessários para que eles venham garantir direitos”, destacou a diretora do Departamento de Proteção Social Especial (DPSE) da Semasc, Mirella Lauschner.

Segundo a chefa do escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) em Manaus, Catalina Sampaio, a “Operação Acolhida” veio garantir os direitos humanos. As ações continuarão focando em soluções imediatas que acabam salvando vidas. “Essa é uma ação articulada com a Acnur em parceria com o município, Estado, Governo Federal, Organizações da Sociedade Civil, Forças Armadas e outras agências da Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir principalmente o acesso à documentação, que é a primeira porta para os refugiados terem seus direitos”, pontuou.

Na ocasião, os refugiados também puderam emitir documentos e dar andamento em pedidos de refúgio, expedir o CPF, Carteira de Trabalho e entre outros serviços.

Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) levou mais de 50 profissionais da área para o atendimento dos indígenas venezuelanos. Os imigrantes tiveram acessoà emissão do cartão SUS, aferição de pressão arterial, avaliação antropométrica, consultas clínicas e de enfermagem, imunização, exames da pele para detecção de dermatites e outros agravos da pele, inclusive hanseníase, doenças exantemáticas, identificação de sintomáticos respiratórios e distribuição de preservativos.

“A Prefeitura de Manaus tem se preocupado bastante com os refugiados. A Semsa é uma das parceiras da “Operação Acolhida” no sentido de viabilizar o direito à saúde para essas pessoas. Normalmente, temos realizado ações pontuais em cada abrigo e rodoviária, levando equipe medica, de imunização, farmacêutica e testes rápidos para diagnóstico de doenças”, disse o coordenador da politica de saúde indígena do órgão, Daniel Vasconcelos.

Para a coordenadora do escritório Manaus, da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Jaqueline Almeida, a integração garante cidadania e condições para que o refugiado se estabeleça na cidade. “A OIM segue no apoio a regularização migratória na modalidade residência, estamos com a Polícia Federal (PF) orientando os migrantes que desejam ter seu protocolo de residência, explicamos os tramites e se ele desejar poderá se regularizar. Aqui também estamos entregando kists de higiene pessoal”, explicou a coordenadora.

Integração

A ação também teve a participação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da Secretaria Estadual de Justiça, Direitos e Cidadania (Sejusc), Secretaria Estadual de Assistência Social (Seas), Legião da Boa Vontade (LBV) e dentre outras instituições.

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